quarta-feira, 29 de junho de 2011
BARROCO - AULA 07
Encerramos o capítulo Arte Barroca, apresentando o Padre Antônio Vieira. Inserido na época e no estilo barroco, os sermões de Vieira trabalham com o conceito de "silogismo"; ou seja, com a ideia de dedução. As antíteses são uma constante em sua oratória.
PARÓDIA
O vídeo postado abaixo faz uma paródiacom os sermões de Antonio Vieira.
Uma brincadeira bem saudável!
Uma brincadeira bem saudável!
terça-feira, 21 de junho de 2011
ANEXO - AULA 06
O BARROCO NA ATUALIDADE
Gregório de Matos se faz presente nas salas de aula, nos teatros, nas casas de show; Gregório vive por seu canto de poeta ainda nos dias de hoje. Se muito aprendemos com os modernistas, muito devemos ao barroquismo de Gregório, que não nos deixou sozinhos na escuridão de nós mesmos, mas nos mostrou como fomos setecentistas, vivendo na colônia, em meio à pilhagem e à falta.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
AULA 06 - O BOCA DO INFERNO
Este precursor do modernismo brasileiro, Gregório de Matos, põe pelo avesso a nossa sociedade colonial. Seu olhar feroz sobre a realidade brasileira do século dezoito reflete a nossa sentença de morte: ganância, ambição e usura.
A visão de nossa irregularidade física. A visão de nossa obscura decadência. A visão de nossa crise. A visão de nosso dilaceramento existencial. Engenhosidade e postura crítica são marcas sinceras na poesia deste grande poeta barroco, chamado Gregório de Matos.
Seguem, abaixo, os vídeos desta semana de aula - 15/06/2011.
domingo, 12 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
O NEOBARROCO - AULA 05
A América repensa o barroco no século XX.
Há aqueles que pensam nas ruínas históricas e vêem mágica na realidade. Há aqueles que criam florestas verbais para expressar a abundância da alma. Há aqueles que deságuam nas luzes e sombras da realidade concreta e desvelam a fusão do quase impossível.
Eu, por minha vez, acho que o neobarroco é tudo isso mesmo, e ainda mais: a consciência da morte diante da efemeridade da matéria; a opulência e a engenhosidade da forma; a fusão dos sons culturais nacionais sem perder de vista o olhar crítico sobre a história.
Há aqueles que pensam nas ruínas históricas e vêem mágica na realidade. Há aqueles que criam florestas verbais para expressar a abundância da alma. Há aqueles que deságuam nas luzes e sombras da realidade concreta e desvelam a fusão do quase impossível.
Eu, por minha vez, acho que o neobarroco é tudo isso mesmo, e ainda mais: a consciência da morte diante da efemeridade da matéria; a opulência e a engenhosidade da forma; a fusão dos sons culturais nacionais sem perder de vista o olhar crítico sobre a história.
Seguem abaixo três vídeos que podem servir de ilustração ao que acabei de dizer. E de quebra, um vídeo trazendo um soneto de Gregório de Matos, profundamente marcado pela grandiosidade verbal e temática, e pela imagem de uma natureza arremessada ao paradoxo.
sábado, 28 de maio de 2011
ARTE BARROCA
A arte barroca é monumental, imponente, engenhosa. Marcada por volteios e curvas, luzes e sombras, esta arte expressa, antes de tudo, a ideia de "busca de salvação". Por extensão, podemos compreender essa busca, também, como a necessidade de preenchimento de uma "falta". Neste sentido, o barroco reflete bem certas questões inerentes à identidade brasileira e à identidade da Amércia Latina.
Mas, isto veremos na próxima aula.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
AULA 03 - PERCURSO MUSICAL DO DESCOBRIMENTO
Hoje, seguimos um caminho. Um caminho musical. Rapidamente, começamos escutando a música medieval e renascentista, até chegarmos a música indígena brasileira. Isso nos permitirá perceber a diferença na concepção musical de ambos os povos. Isso nos permitirá perceber as influências culturais que compõem a identidade brasileira.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
DO QUE FOI DITO NA SEGUNDA AULA
Falávamos da busca de nossa identidade histórica. Citei, então, a última peça escrita por Shakespeare, A tempestade. Falei em Próspero, Ariel e Caliban - o trinômio de nossa entrada para a história ocidental. Abaixo, uma parte do filme A tempestade, adaptação da peça do dramaturgo inglês William Shakespeare.
AULA 02
Hoje, tratamos de mais algumas questões relacionadas ao período quinhentista, época em que o continente americano foi encontrado pelos europeus. Esse encontro se caracteriza pelas cartas de viagens anunciando a existência de uma nova humanidade e pela intenção catequizadora e expansionista sobre as terras e os povos nativos da América.
domingo, 8 de maio de 2011
AULA 01
A história da Literatura Brasileira começa em pleno século XVI, especificamente, a partir da carta do escrivão da esquadra comandada por Cabral, Pero Vaz de Caminha. Sua carta é de enorme importância, na medida em que representa uma espécie de certidão de nascimento do Brasil. É a partir dela que se toma conhecimento da existência dos povos e desta parte do território americano.
Com o advento do “descobrimento”, terá início uma produção de mapas e textos europeus voltada a temas sobre o Brasil - sua cartografia, suas riquezas naturais e sua realidade populacional. O relatos, neste caso, passam a ser conhecidos pelo nome de Literatura de Informação. Podemos dividi-la, ainda, em dois segmentos: relatos de viagens e literatura jesuítica. No que tange aos relatos, encontramos discursos voltados aos hábitos e costumes dos povos indígenas, e, também, à grande diversidade da natureza americana, suas riquezas e suas adversidades. Por outro lado, no que tange à literatura jesuítica, encontramos textos voltados à catequização indígena; tais como: O auto de São Lourenço de José de Anchieta e Diálogos sobre a conversão do gentio de Manuel da Nóbrega.
Este período é bastante controverso, pois, se por um lado, encontramo-nos diante de um feito histórico de dimensões épicas, por outro lado, podemos entender este mesmo feito histórico, sob a marca de uma tragédia. Na primeira imagem, a figura do europeu é construída a partir de valores heróicos - ele é o Conquistador. Na segunda imagem, a figura dos índios é construída como a de povos bárbaros e animalescos. E a tragédia torna-se ainda maior, porque além de serem vistos como gente selvagem - sem fé, sem lei e sem rei -, foram dizimados de forma avassaladora, caracterizando, assim, a entrada da América para os livros de história na forma de um genocídio.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
PRIMEIRAS PALAVRAS
Por este blog, começamos uma jornada em direção aos estudos da Literautra Brasileira. As dúvidas farão parte desse percurso, pois não há ciência sem perguntas. Mas de uma coisa temos certeza: a Literatura é uma floresta, onde nela nos perdemos e nos achamos. Este é o jogo que, a partir de já, havemos de compartilhar. E é só desta forma que a literatura pode vir a se tornar uma fonte de prazer e conhecimento.
Bem-vindo à bordo! A nossa nau vai partir...
Bem-vindo à bordo! A nossa nau vai partir...
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